15 de novembro, feriado nacional. A data marca a Proclamação da República, em 1889, quando o Brasil deixou de ser monarquia. É um dos feriados mais antigos do calendário.
O golpe — porque foi isso, na prática — aconteceu na manhã de 15 de novembro, no Rio de Janeiro. O Marechal Deodoro da Fonseca liderou tropas até o Quartel-General no Campo de Santana e depôs o Visconde de Ouro Preto, presidente do Conselho de Ministros. Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, soube das notícias, não resistiu e embarcou para o exílio em Portugal dois dias depois. Morreu lá em 1891.
Foi tudo razoavelmente pacífico, o que é curioso para uma mudança de regime. As razões vinham se acumulando: descontentamento militar depois da Guerra do Paraguai, influência do positivismo entre oficiais, insatisfação de fazendeiros com a abolição da escravatura em 1888, esgotamento geral do modelo monárquico. O “Ordem e Progresso” na bandeira, aliás, vem direto do positivismo de Auguste Comte — influência que Benjamin Constant, professor militar considerado “fundador da República”, ajudou a espalhar entre os jovens oficiais.
Deodoro virou o primeiro presidente, inicialmente como chefe de governo provisório. A primeira Constituição republicana saiu em 1891, trazendo presidencialismo, federalismo e separação entre Estado e Igreja — princípios que, com ajustes, continuam na base da estrutura política brasileira.
Em 2026, o 15 de novembro cai num domingo — o que, para fins práticos, significa que muita gente nem vai perceber o feriado. Mais detalhes no nosso post sobre a Proclamação da República 2026.