O 13 de dezembro é aniversário de Luiz Gonzaga, nascido em 1912 em Exu, no sertão de Pernambuco. A data é feriado municipal em Exu e Dia Nacional do Forró (Lei nº 12.997/2014).
Gonzaga aprendeu sanfona com o pai, Januário, agricultor e sanfoneiro. Aos 18, entrou pro Exército e rodou o Brasil. Deu baixa em 1939, ficou no Rio e começou a tocar em bares e programas de rádio. Não fez sucesso imediato — levou anos até encontrar seu caminho.
O estouro veio em 1946 com Baião, parceria com Humberto Teixeira. Foi a primeira vez que o público do Sudeste ouviu baião, xote e xaxado com aquela energia. Gonzaga dominou as paradas entre 1946 e 1955 — mais de 500 canções compostas, 56 discos. O artista que mais vendeu no Brasil naquele período.
Asa Branca (1947), também com Humberto Teixeira, virou o hino não oficial do Nordeste. Um sertanejo obrigado a deixar a terra pela seca. Versos simples, emoção real. Até hoje é das músicas brasileiras mais reconhecidas.
O visual ajudou a construir o personagem: chapéu de couro, roupa de cangaceiro, sanfona. Gonzaga transformou elementos regionais em identidade nacional. É difícil pensar no Nordeste sem pensar nessa imagem que ele criou — para o bem e para o mal, já que também reforçou estereótipos que a região carrega até hoje.
Morreu em 1989, em Recife. Em 2024, teve o nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Em Exu, o aniversário rende festas de forró e homenagens que atraem gente de fora. Para quem gosta de música brasileira, é peregrinação obrigatória.