O 6 de novembro é o Dia Nacional do Riso. A data tem origem no Dia Mundial do Riso, criado em 1998 por um médico indiano, Dr. Madan Kataria, que fundou o movimento Yoga do Riso em Mumbai. No Brasil, ficou mais como curiosidade de calendário do que como celebração de fato.
Dito isso, a ciência por trás do riso é séria. A geloterapia (terapia do riso) mostra que rir libera endorfinas e serotonina, reduz cortisol, relaxa músculos, melhora circulação. Uma gargalhada de verdade movimenta uns 12 músculos faciais e até 24 abdominais. Não substitui exercício físico, claro, mas o efeito no humor e no estresse é mensurável.
O Brasil tem uma relação particular com o humor. Os Trapalhões, no auge, faziam 70 pontos de audiência — número que hoje parece ficção. Chico Anysio criou mais de 200 personagens ao longo da carreira. O humor de rádio das décadas de 40 e 50 formou uma tradição que chegou até a TV e, de lá, migrou para o digital.
Hoje, o stand-up domina. Whindersson Nunes, Fábio Porchat, Tatá Werneck — o humor brasileiro se adaptou às redes sociais e aos shows ao vivo de um jeito que transformou o país num dos maiores mercados de comédia do mundo. Arenas lotam. Não é exagero.
Na área da saúde, organizações como os Doutores da Alegria levam humor a hospitais pediátricos desde 1991, seguindo o exemplo do médico americano Patch Adams. O trabalho é voluntário e o impacto nos pacientes, especialmente crianças, é documentado. Informações sobre saúde e bem-estar podem ser consultadas no portal do Ministério da Saúde.