2 de novembro, Dia de Finados. Feriado nacional. É o dia em que brasileiros visitam cemitérios, levam flores e acendem velas para os mortos. Crisântemos são as flores mais comuns — viraram símbolo da data, embora pouca gente saiba explicar por quê.
A tradição é católica e vem de longe. A prática de rezar pelos defuntos em 2 de novembro começou no ano 998, quando o abade Odilon de Cluny, na França, determinou que seus monges dedicassem o dia à oração pelos mortos. De lá, espalhou-se pela Europa e chegou ao Brasil com os portugueses.
No Brasil, o Dia de Finados é discreto. Diferente do Día de los Muertos mexicano, que é colorido e festivo (com caveiras decoradas e altares), aqui a coisa é mais sóbria: famílias nos cemitérios, missas ao ar livre, silêncio respeitoso. Em cidades menores, é um dos dias de maior movimento nos cemitérios o ano inteiro.
Para quem se interessa por história, alguns cemitérios brasileiros valem uma visita fora do 2 de novembro também. O Cemitério da Consolação, em São Paulo, guarda os restos de Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral e Marquesa de Santos, com esculturas e mausoléus impressionantes. No Rio, o São João Batista, em Botafogo, tem Santos Dumont, Carmen Miranda e Tom Jobim. São museus a céu aberto que a maioria das pessoas ignora.
Do ponto de vista religioso, é a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos — vem logo depois do Dia de Todos os Santos, em 1º de novembro. Para católicos praticantes, é dia de rezar pelas almas no Purgatório. Mas a data transcende a religião: mesmo quem não é católico costuma aproveitar para visitar túmulos de familiares.
Em 2026, cai numa segunda-feira — feriadão. Mais detalhes no post sobre o Dia de Finados 2026.